A realidade e a Palavra

O que é transformação à luz da proposta de Deus?

Tenho me perguntado acerca desta questão e observo incongruências que me trazem confusão.

Por um lado temos o limite humano, seja ele na área da compreensão,

na área emocional, relacional ou espiritual,

sem contar as dificuldades físicas que interferem nestas áreas.

Por outro lado temos uma proposta de restauração integral:

corpo, alma e espírito.

 A restauração espiritual é imediata e definitiva.

Mas a restauração da alma é processo que depende muito do meu investimento,

necessidade, disponibilidade e tratamento.

 É um lapidar constante e ininterrupto.

Como conciliar a proposta de Deus, o tempo Dele, o Seu desejo para a minha vida com minhas carências,

minhas necessidades, com consequências de escolhas mal feitas

e situações mal resolvidas ou impossíveis de serem resolvidas, que se chocam com meus sonhos e crenças?

Até onde eu consigo crer em mudanças e transformações

que sejam coerentes com minhas necessidades e crenças?

A realidade mostra impossibilidades, a Palavra mostra esperança.

A realidade aponta os limites, as doenças da vida, as incompatibilidades.

 A Palavra aponta para a renovação, para a transmutação, para a graça.

São pólos opostos: a realidade e a Palavra.

Entre estes pólos transitam dor e consolo,

desesperança e promessas,

frustração e possibilidades,

hipocrisia e autenticidade,

 incoerências e harmonia,

desejos não concretizados e propostas.

 Como conciliar estes dois pólos?

 Esta é uma pergunta crucial, que exige uma resposta também crucial,

pois é divisora de águas.

Deixe a Palavra invadir a realidade da vida….

É o teste da fé!

É o momento de crer no impossível, de incorporar Hebreus 11:1 que diz que

“a fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos

e a prova de que existem coisas que não vemos.”

É o momento de assumir a graça e a misericórdia de Deus e prosseguir.

O tempo Dele não é o nosso tempo, a Sua vontade não é a nossa vontade.

É tempo de aquietar e esperar as promessas se cumprirem.

É tempo de viver a fé e não mais de “brincar” de fé.

É tempo de mudança visceral…

Lea rocha Lima e Marcondes

18 / 08 / 2003